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fevereiro 2, 2026

Com apoio de Itaipu, indígenas praticam piscicultura no Oeste do Paraná – H2FOZ

Apoiado pela diretoria brasileira de Itaipu, o projeto Opana: Chão Indígena está impulsionando a piscicultura comunitária entre os indígenas do Oeste do Paraná. A iniciativa tem parceria com a Fundação Luterana de Diaconia (FLD).

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Localizada em Itaipulândia, a aldeia avá-guarani Aty Mirĩ recebeu um tanque elevado para a produção de peixes. Na última quarta-feira (28), os moradores fizeram a despesca parcial, que rendeu cerca de 250 quilos para a alimentação das famílias.

De acordo com Itaipu, a iniciativa marca uma etapa na consolidação do sistema produtivo, voltado à segurança alimentar e à autonomia das comunidades indígenas.

Peixes retirados do tanque na despesca parcial.
Peixes retirados do tanque na despesca parcial. Foto: Fabio Conterno/FLD

Natalino Almeida, cacique da aldeia Aty Mirĩ, classificou a despesca como um momento de alegria coletiva. Conforme o cacique, o pirá (peixe em guarani) tem valor simbólico e cultural profundo.

“Sempre tivemos o sonho de produzir nosso próprio peixe para o consumo da comunidade. Hoje isso é realidade”, resumiu Almeida, em material distribuído por Itaipu. “Esperamos que esse projeto chegue a outras comunidades também.”

O projeto Opaná: Chão Indígena prevê a implantação de dez sistemas produtivos comunitários de piscicultura em territórios avá-guaranis da região de Itaipu.

Cada unidade conta com quatro tanques de cultivo e um tanque-reservatório, operando com baixa renovação de água. Tal modelo reduz o consumo hídrico e os impactos ambientais resultantes da atividade.

Segundo o coordenador do projeto pela FLD, Jhony Luchmann, a metodologia adotada reflete o cuidado das comunidades indígenas com a preservação ambiental e com práticas produtivas sustentáveis.

“A produção em tanques elevados, além de facilitar o manejo, permite o reaproveitamento da água e possibilita uma produção ambientalmente responsável. Isso contribui para que as comunidades tenham autonomia em todo o processo produtivo”, resumiu. Logo

Apoio de Itaipu à segurança alimentar

Segundo Itaipu, a despesca parcial consiste na pesca seletiva, por meio de rede de arrasto, com a separação dos peixes conforme o tamanho. Os exemplares menores retornam aos tanques para a continuidade da produção.

Cada tanque produtivo abriga, no mínimo, mil peixes, com variações de acordo com a espécie. O ciclo de cultivo pode variar de quatro a doze meses, respeitando o crescimento adequado de cada espécie nos tanques elevados.

As espécies produzidas foram definidas em diálogo com a comunidade e incluem jundiá (Rhamdia quelen), lambari (Astyanax spp.), tilápia (Oreochromis niloticus) e carpa-capim (Ctenopharyngodon idella), esta criada em consórcio com outras espécies.

(Com informações de Itaipu e FLD)

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