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janeiro 9, 2026

Apreensão de agrotóxicos ilegais no Paraná aumenta 369% em 2025 – H2FOZ

Um balanço divulgado, nesta quinta-feira, 8, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), indica que a quantidade de agrotóxicos ilegais apreendidos em 2025 no Paraná foi 369,7% superior ao registrado em 2024.

Leia também: Agrotóxico e câncer de mama: estudo da Unioeste ganha projeção

No total, os agentes tiraram de circulação 16,8 toneladas do produto, contra 3,5 toneladas no ano anterior. Os agrotóxicos ilegais são aqueles contrabandeados ou falsificados.

Os mais apreendidos são aqueles à base de paraquat, substância proibida no Brasil, e de tiametoxam, cujo uso é restrito. O paraquat está associado ao desenvolvimento de doenças graves, como o parkinson e a fibrose pulmonar.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) restringiu o uso do tiametoxam em 2024, após a comprovação da relação do agrotóxico com a mortalidade de abelhas.

O impacto do uso de agrotóxicos ilegais vai além dos envolvidos diretamente na atividade agropecuária e alcança todo o meio ambiente, reforça a PRF.

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Apreensões dispararam no Paraná. Fonte: PRF

Riscos ao meio ambiente

A corporação ainda enfatiza que a utilização de substâncias proibidas causa riscos de contaminação de comunidades, dos próprios alimentos, além de rios e lençóis freáticos.

Também compromete a fauna, especialmente os insetos polinizadores, provocando desequilíbrios ecológicos que impactam diretamente a produtividade agrícola e a preservação da vegetação nativa.

Uma das principais portas de entrada do agrotóxico ilegal no Brasil é a fronteira de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. O produto é feito principalmente no Paraguai e China e não atende as exigências da legislação brasileira.

O Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social das Fronteiras (IDESF) aponta que pelo menos 25% dos defensivos agrícolas vendidos no Brasil têm origem ilegal.

(Com informações da assessoria de comunicação da PRF)

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