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março 20, 2026

Itaipu voltou para o Paraná — e os resultados já apareceram – H2FOZ

Por Zeca Dirceu | OPINIÃO

No início de 2023, o presidente Lula tomou uma decisão estratégica, necessária e, acima de tudo, corajosa: substituir a direção da Itaipu Binacional, até então composta majoritariamente por militares de fora do território diretamente impactado pela usina, por gestores e lideranças com vínculo real com o Paraná — estado sede da maior hidrelétrica do Brasil.

Defendi essa mudança desde o primeiro momento. E defendi também uma segunda decisão fundamental: romper com a lógica limitada que restringia os investimentos da Itaipu apenas aos municípios lindeiros do lago, ampliando sua atuação para todo o estado.

Hoje, os números mostram que estávamos certos.

A nova orientação transformou a Itaipu em um verdadeiro instrumento de desenvolvimento regional. Não apenas energético, mas social, ambiental e econômico.

Na área de gestão de resíduos sólidos, os resultados são expressivos: mais de 2.100 postos de trabalho, renda média superior a R$ 2.500 para trabalhadores da reciclagem e mais de 4 mil toneladas recicladas por mês, com atendimento a 240 municípios. Trata-se de política pública com impacto direto em renda, dignidade e sustentabilidade.

Na área ambiental e de infraestrutura rural, os dados impressionam:
• 800 km de estradas adequadas
• 600 km pavimentados
• 8.902 nascentes recuperadas
• 123 mil toneladas de solo preservadas por ano

Isso não é apenas número — é produção agrícola mais eficiente, é proteção dos recursos hídricos e é segurança para quem vive no campo.

No acesso à água e energia, os avanços também são concretos:
• 6 mil famílias com água potável
• 534 biodigestores instalados
• Economia de R$ 42 milhões por ano para prefeituras com energias renováveis

E talvez o dado mais simbólico: mais de 1,5 milhão de pessoas atendidas em obras sociais.

Além disso, o fortalecimento das organizações sociais ganhou escala inédita. São milhares de projetos em áreas como educação popular, economia solidária, saúde, cultura e desenvolvimento comunitário, espalhados por centenas de municípios.

O que mudou?

Mudou a lógica.
Saiu uma gestão distante e entrou uma gestão conectada com o território.
Saiu uma visão restrita e entrou uma visão de desenvolvimento integrado.

Itaipu deixou de ser apenas uma usina para voltar a ser o que sempre deveria ter sido: um instrumento de transformação social.

Esses resultados não são fruto do acaso. São consequência de decisão política.

Decisão de colocar o interesse público acima da burocracia.
Decisão de descentralizar recursos.
Decisão de confiar em quem conhece o Paraná de verdade.

E é exatamente isso que precisamos continuar fazendo no Brasil: transformar grandes estruturas em ferramentas concretas para melhorar a vida das pessoas.

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