Apesar das campanhas educativas promovidas pelas autoridades do Paraguai alertando sobre os riscos do uso incorreto de foguetes e artefatos pirotécnicos, o período de festas de fim de ano deixou saldo de feridos graves na região de Ciudad del Este.
Leia também:
Proibidos em Foz, fogos barulhentos afetam pessoas e animais
De acordo com a 10.ª Região Sanitária, que engloba as cidades da fronteira, o Hospital Regional de Ciudad del Este recebeu vários feridos.
O caso mais grave ocorreu no município de Juan León Mallorquín, situado a 70 quilômetros da fronteira entre Brasil e Paraguai. Na pequena cidade, três irmãos, de 11 anos, 7 anos e 5 meses, ficaram feridos com a explosão de um “rojão”.
A menina de 5 meses, que estava no colo da mãe, foi levada em estado grave ao Hospital Regional de Ciudad del Este. Em seguida, as equipes médicas determinaram a transferência para o hospital de referência, em Itauguá, onde ela permanece na UTI.
As circunstâncias do ocorrido ainda estão sob apuração, mas o envolvimento dos pais dos menores está descartado. Os outros dois irmãos, conforme as informações divulgadas pela imprensa do Paraguai, não correm risco de falecimento.
Por outro lado, no Hospital Distrital de Santa Rita, ao sul da fronteira, um homem de 52 anos teve a mão direita amputada devido à explosão de um foguete. O paciente, residente na cidade de Iruña, às margens do Rio Paraná, continua internado.
Em Foz do Iguaçu, no lado brasileiro da fronteira, o uso de foguetes e explosivos de grande potência está proibido por uma lei municipal. Entretanto, a falta de fiscalização transformou o texto, solenemente ignorado pela população, em “letra morta”.